Programa de educação alimentar com Jamie Oliver será implantado em 20 escolas catarinenses

Programa de educação alimentar com Jamie Oliver será implantado em 20 escolas catarinenses

Santa Catarina e uma escola particular de São Paulo serão o ponto de partida no Brasil para um programa de educação alimentar que terá um pouco do tempero do famoso cozinheiro britânico Jamie Oliver. Ao todo, 20 escolas estaduais, todas na Grande Florianópolis, irão implantar o Saber Alimenta, iniciativa que Oliver já realiza na Inglaterra e nos Estados Unidos, com o objetivo de melhorar os hábitos alimentares, começando pelas crianças.

A campanha segue os interesses de Jamie Oliver, que poderá ampliar seus programas de educação alimentar para o Brasil. O formato da iniciativa será parecido com o Kitchen Garden Project – já implantado pelo britânico nas escolas do Reino Unido –, mas com adaptações para a gastronomia nacional.

– O objetivo é formar conhecimento sobre alimentação. Não dizer o que se pode ou não comer, mas permitir que as crianças possam fazer escolhas por alimentos mais saudáveis no futuro – explica Cecília Mondino, diretora de marketing da Sadia, empresa catarinense apoiadora do projeto por meio de uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação.

Inicialmente, o projeto será focado em cerca de 500 crianças dos primeiros anos do ensino fundamental (entre 6 e 10 anos), que terão acesso aos materiais desenvolvidos para o programa. Antes, professores serão capacitados para conduzir as atividades.

A ideia é que as crianças se familiarizem com a comida, desenvolvam receitas simples e saudáveis – uma das bandeiras da gastronomia de Oliver, sempre sem o uso de fogão ou instrumentos perigosos.

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– Essas 20 escolas foram escolhidas na mesma região para facilitar o monitoramento e a logística. Mas a ideia é, conforme avançar, levar o projeto a todas as escolas e ampliar para as turmas finais – projeta Osmar Matiola, diretor da Secretaria de Educação de Santa Catarina.

O conteúdo está dividido em três módulos. O objetivo é que o aluno entenda conceitos do processo de alimentação – desde a produção até a venda – e a valorizar o preparo caseiro da comida, a medida em que interage com o alimento. Dessa forma, o jovens também serão disseminadores de bons hábitos alimentares em casa.

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— Os temas de alimentação poderão estar adequados com as matérias já presentes do currículo. Em uma aula de ciências, estudar algo que inclua hábitos alimentares. Em outros momentos entender o contexto histórico dos hábitos alimentares — acrescenta Cecília.

Fonte: Jornal de Santa Catarina