Plataforma possibilita que estudantes aprendam a criar seus próprios sites e ampliem perspectivas de seus projetos.

Plataforma possibilita que estudantes aprendam a criar seus próprios sites e ampliem perspectivas de seus projetos.

Um dos principais desafios para o protagonismo de estudantes se refere não só à escuta de suas opiniões dentro e fora das salas de aula, mas também ao respeito a sua autonomia para que possam conduzir o processo de aprendizagem e colocar em prática os mais diversos projetos. Pensando nisso, a plataforma Habemus contribui com o empoderamento de jovens por meio da democratização do conhecimento de programação de websites. (Clique aqui e acesse a plataforma). alunas participam de oficina em uma sala com vários computadores

Uma ferramenta online em que os usuários podem criar gratuitamente seus próprios websites a partir de qualquer computador conectado à internet, a Habemus é um ambiente de aprendizagem assistido voltado para a execução de projetos práticos. “[Na plataforma], tem a parte da mentoria em que as pessoas podem tirar dúvidas e é super explicativa. Eu vi gente começar do zero e fazer um site muito legal”, relata a estudante do 3º ano do ensino médio técnico em informática, Daniela Gonzalez.

Para a aluna, que participou de uma oficina sobre a plataforma no ano passado, aprender programação pode contribuir para impulsionar ainda mais o projeto realizado pelos estudantes: “programando, você pode fazer o que quiser e do jeito que quiser. Atualmente, o que mais chama a atenção é a inovação. E dar um jeitinho em um modelo pré-formatado não é tão legal quanto fazer algo completamente novo, deixando a imaginação fluir e colocando todas as ideias no site”.

De acordo com uma das idealizadoras da Habemus, Luciana Heuko, a proposta da iniciativa é ser uma porta de entrada para o universo do desenvolvimento de tecnologia. “A programação possibilita a materialização de conceitos abstratos que aprendemos na escola, principalmente na matemática. Eu mesma, só entendi plenamente o que significa a bendita incógnita x depois que escrevi um programa de computador utilizando variáveis”, defende a desenvolvedora. E complementa: “a programação abre portas para uma mudança de pensamento, possibilitando que as pessoas desenvolvam um raciocínio lógico indispensável para a realidade da nossa sociedade moderna”.

PrograMaria
Considerando que o conhecimento de programação é ainda mais restrito às mulheres, Luciana se juntou a outras designers e jornalistas para construir o PrograMaria, projeto que, por meio de materiais online, oficinas e encontros presenciais, por exemplo, promove oportunidades e dissemina ferramentas para que elas possam dar os primeiros passos na construção de seus sites. “A PrograMaria empodera meninas e mulheres com tecnologia. Nosso objetivo é contribuir para uma sociedade mais justa e equilibrada, construída também sob o ponto de vista feminino”, destaca Luciana. programaria1

De acordo com ela, o ensino de programação pode contribuir, inclusive, com o combate às desigualdades de gênero presentes na educação. “É muito comum meninas não escolherem seguir carreiras de exatas, simplesmente pelo fato de acreditarem que isso não é uma profissão adequada para elas. Várias delas nem sequer cogitam tentar”, explica.

Este problema, segundo Luciana, faz com que as meninas sejam minoria absoluta nas áreas de exatas, identificadas normalmente como “coisa de homem”. “O problema torna-se cíclico: quando uma mulher decide seguir uma área das exatas, ela encontra tantas dificuldades, preconceitos e hostilidade que é comum que ela desista”, alerta. Para mais informações sobre o PrograMaria, as interessadas podem acessar o site ou a página de facebook do projeto.

 

Redação: Gabriel Maia Salgado

Imagens: Divulgação/ Programaria

 

Fonte: Criativos da Escola