MRV leva educação ao canteiro de obra

MRV leva educação ao canteiro de obra

Milton Paes

Atualmente, o setor econômico que mais emprega trabalhadores sem ou com baixa formação é o da construção civil. Para se trabalhar na construção civil é preciso ter saúde. No caso de quem tem alguma deficiência física, é possível conseguir emprego de servente, pois para puxar um carrinho de mão, peneirar uma areia ou carregar um saco de cimento é preciso ter saúde e vontade de trabalhar. Afinal, esse é um emprego que tem baixa qualificação, no entanto, para que esse trabalhador possa ser produtivo e corresponder às demandas modernas de qualquer empresa, ele precisa estar alfabetizado para poder identificar placas e cartazes chamando a atenção desse trabalhador para o uso de equipamentos de segurança.

Foi pensando nisso, e também com foco em sustentabilidade e crescimento profissional de seus trabalhadores associado a questões de cidadania, que a MRV Engenharia decidiu implantar salas de aula em seus canteiros de obras. Um espaço dedicado ao conhecimento dentro da política de valorização do colaborador da empresa, que segue firme no propósito de erradicar o analfabetismo em seus canteiros de obras. Em muitos desses espaços há ainda uma biblioteca, que ficam à disposição dos trabalhadores.

O diretor de relações institucionais da MRV Engenharia, Sérgio Lavarini, afirmou que esse trabalho de educação é desenvolvido em parceria com as prefeituras, com os sindicatos e também com o Serviço Social da Indústria (Sesi). “Nós promovemos alfabetização e também melhoria da escolaridade para os trabalhadores, então você tem dentro do canteiro não só o semianalfabeto, que é a pessoa que lê, mas não interpreta e tem também pessoas que cursaram o segundo, terceiro e quarto ano, mas não se formaram. Nós temos aulas para as pessoas terminarem o primeiro grau ou para aqueles que querem melhorar a sua capacidade de entendimento em português e matemática e propiciar a essas pessoas condições de trabalho mais adequados”, explica.

Na região de Campinas, por exemplo, alguns dos trabalhadores foram formados profissionalmente através do Programa de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego, vinculado ao Ministério do Trabalho (Pronatec), em parceria com a Prefeitura de Campinas. Para Sérgio Lavarini, a questão da educação é importante dentro da estrutura do mercado brasileiro e de uma realidade que deve estar presente na cabeça de toda a indústria e de todo empresário brasileiro. Ele disse ainda que existem em todo o Brasil 66 canteiros de obras com salas de aula implantadas, com mais de 1.300 trabalhadores frequentando essas salas diariamente. Na região de Campinas são 10 escolas com mais de 100 alunos. “Esse horário de aula é logo no início do dia para que esse trabalhador esteja com disposição. O trabalhador toma café no canteiro de obra, em seguida assiste uma hora de aula e depois segue para fazer o seu trabalho”, completa.

Fonte: DCI