Metade dos professores já usa celular em atividades na escola, diz pesquisa

Metade dos professores já usa celular em atividades na escola, diz pesquisa

Levantamento do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação mostra ainda que 92% das escolas entrevistadas têm acesso à internet sem fio
Uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Ceti-Br) mapeou o uso da internet e de dispositivos móveis em escolas brasileiras. Os resultados mostram aumento do porcentual de professores que usam a internet do celular em atividades com seus alunos e de escolas com acesso à internet sem fio.

De acordo com a pesquisa, passou de 39%, em 2015, para 49%, em 2016, o porcentual de docentes que utilizam a internet do celular em atividades com os alunos. O uso é maior entre professores com até 30 anos de idade e de colégios particulares.

Entre os alunos entrevistados, 52% disseram usar o celular em atividades para a escola. O número é maior (59%) quando analisados os dados específicos de alunos do 9º ano do ensino fundamental (de 14 anos). Já entre os alunos do 2º ano do ensino médio, o porcentual sobe para 74%. Mas estudantes do 5º ano do fundamental – crianças de 10 anos – usam menos os equipamentos, segundo a pesquisa (27%).

Para a antropóloga Tania Fontolan, diretora do Programa Semente, o uso dos equipamentos eletrônicos pode ser positivo. “Faz sentido a escola incorporar esse instrumento (celulares) para que seja usado da melhor forma possível. Uma escola que não usa esses recursos no planejamento de seus cursos está privando o aluno de uma convivência orientada com uma coisa que na vida real todos nós usamos.”

Tania destaca, porém, a necessidade de que o uso dos equipamentos tenha uma função pedagógica. “Tem que estar bem amarrado em um projeto em que se tenha clareza das finalidades. Não existe a ferramenta pela ferramenta”.

A pesquisa mostra ainda que 92% das escolas entrevistadas têm acesso à internet sem fio. Entre as escolas públicas, o porcentual é um pouco menor (91%). Entre as particulares, o número é de 95%.

Foram avaliadas 1.106 escolas em áreas urbanas de todo o país com entrevistas. 1.854 professores de

Língua Portuguesa, Matemática e multidisciplinares e 11.069 alunos de 5º e 9º ano do ensino fundamental e 2º ano do ensino médio foram entrevistados.

Veja abaixo como alguns colégios de São Paulo lidam com a tecnologia:
Na visão do Colégio Santa Maria, o uso das TDIC (tecnologias digitais de informação e comunicação) deve se dar de forma criativa, incorporando-se as ferramentas digitais aos processos de produção do conhecimento. Leia o relato completo aqui.

No Colégio Marista Arquidiocesano, as novas tecnologias já estão em sala de aula. A escola reforça o papel do professor, enquanto mediador, na construção de novos conhecimentos. Leia o relato completo aqui.

Para o Cambridge English, a tecnologia digital oferece oportunidades transformadoras que não estavam disponíveis no passado, estende o aprendizado para além da sala de aula física e permite novas formas de interação e aquisição de conhecimento. Leia o relato completo aqui.

No Colégio Prudente de Moraes de Salto, o uso de celular só é permitido para alunos do Fundamental II e Ensino Médio no intervalo das aulas e quando o professor desenvolve uma atividade específica que necessita da sua utilização em sala de aula como ferramenta de trabalho. Leia o relato completo aqui.

No Colégio Bandeirantes, o smartphone já é visto como uma ferramenta que complementa a dinâmica das aulas ao permitir uma nova forma de interação dos alunos com o conteúdo apresentado pelos professores. Leia o relato completo aqui.

Em sala de aula no Equipe é proibido o uso de dispositivos móveis. A orientação é para que permaneçam desligados e dentro das mochilas. O uso, no entanto, passa a ser permitido se a ferramenta for incorporada à aula como uma das estratégias do professor. Leia o relato completo aqui

No Colégio Stockler, o uso do celular foi motivo de debate. A principal lição extraída pela equipe do ao repensar o papel do equipamento na sala de aula foi que para converter a tecnologia em aliada, ela não pode ser um fim em si só. Leia o relato completo aqui.

Para o Colégio FAAP, existem situações como a pesquisa orientada, a composição de textos, ou jogos pedagógicos nos quais os recursos tecnológicos são necessários, bem vindos e pedagogicamente eficazes. Leia o relato completo aqui.

Para o Colégio Jardim Anália Franco, é preciso buscar novas metodologias, as ativas, que são capazes de envolver os educandos na busca de seu próprio conhecimento. “Não podemos pensar em educação desatrelada da tecnologia”, destaca o colégio. Leia o relato completo aqui.

Entre proibir e liberar, o Colégio Novo Tempo preferiu não ser radical. Buscou o equilíbrio e apostou em outros recursos tecnológicos para chamar a atenção das turmas. Leia o relato completo da escola aqui.

Para falar com uma geração familiarizada com recursos tecnológicos desde cedo, a escola precisa se adaptar e modernizar sua forma de atuação. Essa é a visão do Colégio Alicerce. Todos os recursos são considerados, inclusive o celular, mas sempre com um objetivo: ajudar o aluno a aprender. Leia o relato completo aqui

Fonte: Estadão.Edu