José Renato Nalini pretende visitar 91 polos escolares

José Renato Nalini pretende visitar 91 polos escolares

Ellen Fernandes

O secretário de Estado da Educação, José Renato Nalini, desembargador e professor universitário jundiaiense que assumiu o posto em 28 de janeiro deste ano, no lugar de Herman Voorwarld, afirmou, em entrevista ao Jornal de Jundiaí Regional, que quer dialogar com os profissionais e alunos da rede de ensino, inclusive de Jundiaí e Região.

“A secretaria de Educação está aberta ao diálogo. Vou visitar todos os 91 polos e unidades escolares, conversar com todos os diretores, dirigentes coordenadores, professores, mas principalmente com o alunado que ficou um pouco distanciado. Sei que ocorreram visitas da secretaria a todas as regionais e polos e houve até visita devolutiva. Agora está faltando conversar mais com os alunos”, declara.

Para concretizar esse objetivo, ele afirma que pediu para todos os diretores e professores para que nesta segunda-feira (15), início do ano letivo na rede estadual de ensino, seja “um dia de acolhida”. “O aluno gosta de alegria, ele precisa sentir que a escola é dele, que a escola é um lugar onde ele é amado, respeitado e que nós o levamos muito a sério”, afirma.

Uma das ações que Nalini pretende para estabelecer esse contato mais próximo aos estudantes é utilizar as redes sociais. “Quero chamar os youtubers para nos ajudarem a falar a linguagem da juventude porque quando a juventude quer, ela supera as metas que são produzidas nos gabinetes. O que interessa é envolver afetivamente, emocionalmente e com paixão o alunado paulista”, destaca.

Com a missão de dirigir 237 mil professores e mais de mil salas de aula que fazem parte da Secretaria Estadual de Educação, Nalini está ciente de seus desafios. “Temos que continuar o aprimoramento das metas pedagógicas para obtermos sucesso. Em 2015 nós tivemos um resultado favorável. Estamos em uma curva ascendente e temos que melhorar cada vez mais para atingir as metas. Estamos mais próximos do que poderíamos pensar”, comenta.

Na opinião do secretário, o grande desafio atual é a recuperação da economia. “Embora a reserva orçamentária do Estado para a Educação seja de 30%, se não entrar a arrecadação, pouco adianta ser 30% ao invés dos 25% exigidos pela Constituição. Teremos um ano sacrificado”, prevê.

Fonte: Jornal de Jundiaí