Greve dos servidores afeta escolas e fecha Mário Gatti em Campinas, SP

Greve dos servidores afeta escolas e fecha Mário Gatti em Campinas, SP

A greve dos servidores de Campinas (SP), que entrou no segundo dia, gerou reflexos em áreas como saúde e educação. De acordo com o sindicato da categoria, 1,5 mil trabalhadores aderiram ao movimento. Já a Prefeitura informou que 3% dos funcionários dos 17,8 mil não compareceram ao trabalho nesta terça-feira (24).

Os servidores fizeram uma passeata para reivindicar aumento de 23% nos salários, vale-alimentação de R$ 1.017, um hospital para servidores, além de melhorias específicas.

Educação e saúde
A reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, fez um levantamento nas escolas municipais e pelo menos 21, entre educação infantil e ensino fundamental, foram afetadas pela paralisação, sendo que dez delas estão totalmente paradas.

O ambulatório do Hospital Mário Gatti, que realiza 400 consultas por dia, também foi afetado e ficou fechado nesta terça-feira (24). Pacientes que já tinham consultas agendadas tiveram que voltar para casa, inclusive os que tinham cirurgias agendadas.

Eles foram avisados do fechamento pelos seguranças assim que chegaram ao local.

O hospital Mário Gatti informou que vai reagendar as consultas. Quem não receber uma ligação até segunda-feira, deve procurar a unidade pelo telefone 160.

Ilegal
A Prefeitura disse que comunicou o fechamento do ambulatório da unidade hospitalar à Justiça porque ele é ilegal, já que na sexta-feira (20), a 2ª Vara da Fazenda Pública determinou que pelo menos 70% dos serviços fossem mantidos durante a greve.

A administração disse ainda que o mesmo vai ocorrer caso seja constatado o fechamento de qualquer outro serviço.

O sindicato dos servidores disse que orientou para que a liminar seja cumprida e que os casos de urgência e emergência sejam atendidos.

Nova rodada de negociação
Uma nova rodada de negociações entre sindicato e Prefeitura está marcada para 14h desta quarta-feira (25). Após o encontro, segundo os servidores, uma nova assembleia será realizada para decidir os rumos da greve.

Histórico
Os servidores decidiram iniciar greve durante assembleia realizada há cinco dias. Na ocasião, o sindicato alegou que nenhuma proposta para reajuste foi apresentada pelo governo municipal.

Em nota, o secretário de Relações Institucionais, Wanderley de Almeida, mencionou dados financeiros do município como justificativa. “Hoje não temos como fazer uma proposta, mas continuamos abertos às negociações”, diz texto divulgado pela assessoria de imprensa.

Fonte: G1