Fumec reúne especialistas para discutir Educação de Jovens e Adultos

Fumec reúne especialistas para discutir Educação de Jovens e Adultos

Para discutir a educação de jovens e adultos nos anos iniciais, a Fumec (Fundação Municipal para Educação Comunitária) trouxe para Campinas, na última sexta-feira, 16 de maio, três especialistas na educação de jovens e adultos. O objetivo do encontro foi debater estratégias para colocar Campinas no ranking das cidades que apresentam a menor taxa de analfabetismo do país.

O evento contou com a professora Stella Graciani, da PUC-São Paulo que trabalhou com Paulo Freire quando o educador foi secretário de Educação de São Paulo; o fundador da Fumec, o professor e ex-secretário de Educação de Campinas Enildo Pessoa, e a professora Maria Inês Fini, representante do Observatório da Educação e da Fundação Roberto Marinho. A reunião aconteceu na sede da Fundação, no Centro.

“Temos que saber o que de fato o aluno precisa e o que podemos fazer para ajudá-lo”, desafiou a professora Maria Inês. “Temos uma tarefa no processo educacional que vai além da formação técnica. Trabalhamos em dois pilares: na oferta de vagas e no pedagógico. Este último ensina a aprender enquanto o primeiro ensina a libertar”, argumentou Pessoa.

Para a secretária municipal de Educação, Solange Villon Kohn Pelicer, “as pessoas têm dificuldades de sair da sua zona de conforto, mas é necessário provocá-las, convencê-las. O mundo evoluiu e temos de estar abertos a mudanças. Somos educadores e temos a obrigação de promover a educação”, afirmou.

A Fumec irá atuará em duas frentes de trabalho. A primeira é na contratação de uma empresa ou instituição que possa fazer um mapeamento e análise das pessoas não alfabetizadas na cidade. O trabalho começará pela região Leste e paulatinamente será desenvolvido nas demais regiões da cidade.

A segunda é uma busca ativa de cidadãos não alfabetizados, para educá-los. Nesse sentido, Fumec contará com a parceria da Federação das Entidades Assistenciais de Campinas (Feac), por meio do Observatório da Educação.

A Feac ajudará contatando as empresas da cidade para que elas abram, em seus espaços, uma sala de aula para funcionários que desejam aprender a ler e escrever. A empresa que conseguir erradicar o analfabetismo entre seus colaboradores receberá um selo de qualidade concedido pelo município.

De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), em 2010, Campinas tinha 28.422 mil pessoas não alfabetizadas, com idade acima de 15 anos. O número representa 2,63% do total da população. Ainda de acordo com os dados, Curitiba é a cidade que apresenta o menor índice nacional de analfabetismo 1,88% da população.

“Parcerias são importantes e temos de convencer essas pessoas a frequentar a sala de aula e não simplesmente a bater na porta da casa delas e perguntar se elas querem estudar”, disse a diretora executiva da Fumec, Darci da Silva.

“Temos que saber o que de fato o aluno precisa e o que podemos fazer para ajudá-lo”, desafiou a professora Maria Inês. “Temos uma tarefa no processo educacional que vai além da formação técnica. Trabalhamos em dois pilares: na oferta de vagas e no pedagógico. Este último ensina a aprender enquanto o primeiro ensina a libertar”, argumentou Enildo Pessoa.

Para a secretária municipal de Educação, Solange Villon Kohn Pelicer, “as pessoas têm dificuldades de sair da sua zona de conforto, mas é necessário provocá-las, convencê-las. O mundo evoluiu e temos de estar abertos a mudanças. Somos educadores e temos a obrigação de promover a educação”, afirmou

Fonte: Prefeitura de Campinas