Escolas têm ofensiva contra a dengue

Escolas têm ofensiva contra a dengue

A ofensiva de proteção contra o mosquito da dengue chegou às escolas das redes pública e particular de Campinas. Vale tudo na hora de se proteger: roupas mais compridas, repelente na mochila e caderno com orientações de como eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

A Prefeitura lança hoje uma revista educativa que será entregue a 52 mil alunos da rede municipal, com informações sobre a doença.

Em dois colégios particulares consultados pelo Correio, as medidas para evitar exposição de alunos ao mosquito são adotadas desde o ano passado, quando a cidade registrou sua maior epidemia, com 42 mil casos confirmados. No colégio Progresso, no Cambuí, com 790 alunos, entre infantil e 3º ano do Ensino Médio, as orientações dadas aos pais já se refletem em sala de aula.

Na turma do 3º ano, metade dos estudantes sala já estava com repelente nas bolsas. “Sugerimos que os alunos usem repelente ao saírem de casa e que tragam o produto para a escola. Todos os dias, após o lanche e antes da saída para o intervalo, os alunos são orientados a reaplicarem”, informou a diretora pedagógica Cristina Tempesta.

A turma da professora Shirley Dias de Oliveira Melo estava com os livros abertos na página que abordava quais os métodos de combate ao Aedes. “Estamos trabalhando os métodos de eliminação do criadouro e como age o mosquito infectado.

Posteriormente vão desenvolver um informativo com orientações básicas de como combater a dengue”, explicou Shirley.

“Sugerimos fortemente que os alunos sejam enviados à escola com calças compridas, meias mais longas, até o meio da canela, e tênis ou sapato fechado”, relatou a diretora Cristina. O aluno Pedro Henrique Beringue, de 8 anos, já adotou a calça comprida e meião de futebol como medidas de proteção. “Minha mãe não deixa eu sair de casa sem o meião. É importante se proteger.”

“Muitos pais de alunos são da área médica e informaram que estão esperando um boom de casos de dengue para a próxima semana. Então, além dessas orientações ao alunos, reforçamos nossas ações de varrição para eliminar possíveis focos e dedetização aos finais de semana”, informou a diretora.

No colégio Educap, no Vila Nova, a orientadora educacional do Ensino Fundamental, Patrícia de Oliveira, informou que os alunos também estão orientados a usar o repelente antes de ir para a escola, e que a medida já virou costume desde o ano passado. “Também trabalhamos em sala de aula temas ligados à dengue, sempre reforçando a importância de os alunos serem os agentes da informação em seus lares.”

Para a rede municipal de ensino, o prefeito Jonas Donizette (PSB) e as pastas de Educação e Saúde apresentam, hoje à tarde na Prefeitura, a Revista Educativa sobre a dengue, que será distribuída para os 52 mil estudantes. O material, dividido em quatro modelos (para alunos da educação infantil até adultos) traz informações sobre a doença. Os livros trazem palavras cruzadas e outros exercícios ligados ao assunto.

“A Secretaria Municipal de Educação incluiu o tema dengue na grade curricular e capacitou diretores das mais de 200 escolas municipais para trabalhar o tema”, informou a pasta. A Sanasa informou que já realizou a telagem de caixas d’água de grande parte das escolas da rede, e que continua os trabalhos.

Já as escolas estaduais estão com aulas que alertam os estudantes sobre a possível expansão da doença. Além disso, segundo a Secretaria de Estado da Educação, as equipes de educadores e voluntários do programa Escola da Família aderiram à campanha e, aos fins de semana, ensinam crianças e adultos sobre como prevenir a disseminação do inseto. Atualmente, são 2,3 mil escolas que abrem as portas aos sábados e domingos com a oferta de oficinas.

Saiba Mais

A dengue foi o foco da videoconferência realizada pela Coordenadoria de Regiões de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, ontem, na Capital. Secretários de saúde do Estado assistiram explicações sobre a organização da assistência na atenção básica e serviços de urgência para enfrentamento da epidemia, que já possui mais de 100 mil casos suspeitos e 60 mortes no Estado.

Fonte: Correio Popular