Escola campeã faz simulado para testar aluno

Escola campeã faz simulado para testar aluno

Natália Cancian

Escondida atrás de muros grafitados e repletos de folhas, a Escola Estadual Doutor Kyrillos tem em simulados e nas decisões compartilhadas entre direção, docentes e alunos o impulso para alcançar a segunda melhor nota entre as escolas estaduais do 6º ao 9º ano na cidade de São Paulo.

É o que avalia a diretora da unidade, Mary Hamanaka, 65 anos– destes, 20 à frente da escola no Butantã (zona oeste de SP).

Na lista, a unidade perde apenas para a Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP, onde só um terço das vagas é aberta ao público geral –as demais são para filhos de servidores da universidade.

Hoje, a Doutor Kyrillos tem cerca de 530 alunos, divididos em 16 classes. Trinta professores atuam na escola.

“Há alguns anos, fazemos conselho participativo e acompanho todo o trabalho dos professores. E pressionamos os pais para participarem das atividades”, diz Mary. “Também faço corpo a corpo com os alunos para não esquecerem a lição”, ri.

Um dos pontos positivos na escola, de acordo com ela, é o “protagonismo juvenil”. Parte das atividades e eventos é proposta pelo grêmio estudantil.

Para testar o desempenho dos alunos, professores também se reúnem e montam até dois simulados ao ano. A ideia, segundo Mary, é detectar falhas no aprendizado. “Aí eles podem ter uma noção do que estudar”, diz.

De acordo com a diretora, a escola também costuma ser procurada por unidades da rede particular que oferecem bolsas aos melhores alunos.

META

Apesar do esforço, a nota no Ideb foi de 5.8– abaixo da meta, de 6.1. Mary diz que a escola costuma acumular notas boas em avaliações como o Saresp, mas atingir a meta do Ideb ainda é um desafio.

Nas disciplinas, falta melhorar o desempenho em matemática, diz. “Antigamente era nosso forte, mas estamos com dificuldades”, afirma. “Também perdemos muitos professores antigos e a meta também foi ficando alta.”

Fonte: Folha de São Paulo