Educação: Conquista Coletiva lança relatório da primeira edição do programa

Educação: Conquista Coletiva lança relatório da primeira edição do programa

Laura Gonçalves

O programa Educação: Conquista Coletiva (ECC), iniciativa própria do Departamento de Educação da Fundação FEAC, lança o “Relatório de Atividades” com os resultados alcançados na primeira edição do ECC, realizada de 2014 a 2015. O material apresenta números, ações em destaque, avanços nas iniciativas promovidas com as famílias, dados que impactaram nas instituições e documentos de gerenciamento.
Com o objetivo de contribuir com as entidades de Educação Infantil (creches) conveniadas à FEAC para estruturarem e qualificarem iniciativas com vistas a participação efetiva da família no desenvolvimento da criança de zero a três anos, o ECC vem promovendo desde a primeira edição, que teve início em 2014, assessoria de oito a 12 horas semanais nas entidades. “As mudanças ocorridas nesse cenário foram impactantes e o relatório, permite, de forma concisa, documentar esses avanços em cada uma das instituições apoiadas. Além disso, o material também contribui para que a equipe técnica responsável pela execução do Programa revisite as ações de forma analítica, de modo a orientar as assessorias da segunda edição, que está em andamento”, explica a supervisora do Departamento de Educação, Claudia Chebabi.

No relatório é analisado o trabalho desenvolvido nas instituições AMIC – Monte Cristo, Casa da Criança de Sousas, Casa da Criança Madre Anastácia, Creche Mãe Cristina e Centro Infantil Tia Nair. Atualmente, em sua segunda edição, o programa envolve as entidades AMIC – Village, Casa da Criança Meimei, Creche Menino Jesus de Praga, Centro de Formação Semente da Vida e Serviço Social da Paróquia São Paulo Apóstolo – SPES.

“O ECC atingiu seu objetivo com a primeira edição. Todas as entidades avançaram no que haviam identificado como necessidade de aperfeiçoamento. Hoje podemos afirmar que os espaços destinados ao desenvolvimento dos bebês estão mais apropriados para promover seu desenvolvimento”, ressalta Claudia Chebabi, que também cita a participação das famílias no dia a dia das instituições como essencial. “As famílias passaram a participar de forma mais qualificada das ações nas creches por meio da proposição de novas estratégias de aproximação e novas abordagens metodológicas”, completa.

Com o ECC, as atualizações, formações e qualificações não param. Houve entre 680 a 760 horas de assessoria em cada instituição participante da primeira edição do programa, além dos encontros Troca de Saberes, formações em parceira com a Secretaria Municipal de Educação de Campinas, seminários sobre Desenvolvimento Infantil, Semana Mundial do Brincar, entre outras ações.

“A equipe está cada vez mais qualificada, e aprendemos muito nesse processo. Foi um trabalho intenso de estudo, reflexão e problematização com os profissionais das creches. Vamos continuar realizando essas ações de forma a otimizar cada vez mais os recursos disponíveis, com a finalidade de promover a excelência nos serviços prestados”, pontuam as assessoras técnicas Denilze Ricciardelli e Adriana Silva, dedicadas ao Educação: Conquista Coletiva.

Para as entidades, o aproveitamento das formações foi um dos pontos chaves do ECC. “Tivemos mudanças significativas, por meio do assessoramento e das formações. Passamos a ter um olhar diferenciado para a Primeira Infância; qualificamos e aprimoramos o planejamento; intensificamos as correlações entre crianças, familiares e profissionais; avaliação da prática; tom de voz; a importância da autonomia na educação infantil e muito mais. Além disso, os espaços físicos, também foram reestruturados”, resumiu Celia Regina Fossaluzza, diretora educacional da Casa da Criança de Sousas.

As contribuições do ECC ultrapassaram a sala de aula e o relacionamento com as famílias. “Conseguimos algo exclusivo, que nem imaginávamos. A meta 1 do Plano Municipal de Educação de Campinas tem como fim a ampliação da oferta de Educação Infantil em creches, e para nossa surpresa, parte das instituições atendidas conseguiu, a partir da reestruturação na operação do atendimento, ou ainda, na reorganização do espaço escolar, aumentar o número de atendimentos”, garante Claudia Chebabi.

Segundo a diretora educacional da AMIC – Monte Cristo, Marta Nonato, o investimento do ECC possibilitou atender mais crianças na instituição. “Houve aumento de 50% na demanda de Agrupamento I (Berçário quatro meses a um ano e oito meses), pois atendíamos 70 bebês e passamos a atender 105. Essa ampliação se deu com as conquistas trazidas pelo ECC”, ressaltou.

A coordenadora pedagógica da Casa da Criança Madre Anastácia garante que o ECC foi um grande aprendizado. “Participamos de vários cursos que contribuíram muito para melhoria em nossa formação. Contar com o suporte dos profissionais da Fundação FEAC só engrandeceu nosso trabalho e o programa veio para melhorar o que já sabíamos e ensinar o que ainda não tínhamos conhecimento”, disse.

O ECC também investiu na melhoria dos espaços físicos das unidades atendidas. Foram R$ 600 mil investidos em infraestrutura, de acordo com os padrões de acessibilidade. Outros R$ 600 mil foram para materiais pedagógicos, mobiliários e formações.

Para atender a 100% das unidades de Educação Infantil conveniadas à FEAC, o ECC está organizado em três edições com duração de dois anos cada. Ofertando o programa para todas as 15 instituições, a Fundação reitera seu compromisso com a Primeira Infância. A segunda edição, que está em andamento, segue até 2017. As cinco últimas entidades entram na terceira edição em 2018.

O relatório pode ser acessado através do link http://issuu.com/fundacaofeac/docs/relatorio_atividades_ecc?workerAddress=ec2-54-85-108-6.compute-1.amazonaws.com