Educação: a que ponto chegou!

Educação: a que ponto chegou!

Romildo Gonçalves

Dados recentemente publicados pelo ministério da educação, mostram como o Ideb, do ensino médio sintetiza a estagnação dessa etapa escolar no país. Serve também para entender as altas taxas de evasão nas salas de aula. Ao avaliar a questão, disponibilizada para o Ideb 2011-2013, este põe em alerta o ensino público brasileiro e sua dinâmica em curso.

Especialistas pedem mudanças, como por exemplo, a revisão da grade curricular. A avaliação pontuou-se que seiscentos e cinquenta e oito cidades brasileiras não conseguiram alcançar as metas propostas para 2013. Apenas quatro estados brasileiros atingiram esse objetivo para o ensino médio.

Como indicador federal o Ideb, calcula e avalia a cada dois anos o desempenho e a taxa de aprovação para alunos do ensino básico nas áreas de conhecimentos no ensino de Português e Matemática.

Nesses dois quesitos apenas quatro estados atingirá a meta individual de qualidade do ensino médio estipulada. No entanto as quedas no desempenho em relação à pesquisa de 2011 nos demais estados melhoram. Mas, não o suficiente para alcançar as metas individuais pretendia.

Por outro, lado as projeções feitas pelo ministério da educação para uma escala de zero a dez as metas pretendidas só poderão ser alcançadas em 2021.

A oferta de ensino de qualidade é prevista pela Constituição Brasileira, mas não há punição prevista para o seu descumprimento. Hoje o total de cidades em alerta no ciclo 1 do ensino fundamental corresponde a 11,8% do total de municípios do país.

Estes dados levam em conta a nota média da educação pública, que inclui as redes municipais, estaduais e federais. Mas, se for considerada somente as redes públicas municipais de ensino, o retrato é semelhante: o país tem seiscentos e sessenta cidades em alerta nos anos iniciais do ensino fundamental e 207 nos anos finais.

As cidades que não tem o mínimo de participantes exigidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas educacionais-Inep, órgão do MEC responsável por calcular o Ideb, não terão medição.

Os especialistas no assunto são bastantes críticos em relação aos rankings que tentam listar estados, municípios ou escolas e desconsideram outros fatores que permitem aprofundar na análise dos dados.

Não visibilizar o impacto de cada um dos componentes do IDEB – notas de aprendizagem em Português e Matemática, nível de aprovação, que mede a evasão, repetência… São pontos a serem considerados.

Segundo o especialista em educação Mozart Neves Ramos, essas cidades exigem um “olhar diferenciado” para a formação de políticas públicas.

Um grande problema no Brasil é a equidade. A gente tem um País desigual. “Temos de ter um esforço diferenciado. Não adianta dar um mesmo remédio para curar tudo”.

Como se vê dados do ministério da educação desenha um cenário desafiador para o ensino médio brasileiro. Especialistas apontam a urgência de uma reforma do sistema público de ensino no Brasil sob pena, de um retrocesso nas conquistas sociais há décadas efetivadas no país.

É, né?! Pois é! Veja para onde está caminhando a educação pública brasileira.

Fonte: Diário de Cuiabá