Educação a distância e o mundo sem fronteiras

Educação a distância e o mundo sem fronteiras

Educação a distância no Brasil demanda ser vista na perspectiva de um mundo globalizado, sem fronteiras e altamente competitivo. O setor da educação superior estimula organizações nacionais, tanto no setor público quanto no privado, cujas abrangências e dimensões sejam adequadas às modalidades, metodologias e tecnologias contemporâneas. Aprender a fazer uso da escala, como elemento propulsor da qualidade, é elemento indispensável às instituições educacionais consolidadas e competitivas, nacional e internacionalmente, aptas a explorarem suas ramificações espaciais como elementos imprescindíveis para a oferta de educação de qualidade e acessível a todas as classes sociais.

O Brasil precisa ser competitivo no setor de produção e difusão de conteúdos digitais educacionais, fazendo intenso uso de metodologias educacionais que explorem a aprendizagem independente, capazes de contribuir com educar pessoas em um mundo onde as habilidades associadas com inovação e a utilização de tecnologias digitais são cada vez mais determinantes.

Educação a distância é reconhecidamente uma oportunidade única de compatibilizar qualidade com atendimento em grande escala. Distintamente da educação presencial, a escala não somente não compromete qualidade como também se trata do oposto. Além disso, as ferramentas da educação a distância agregadas ao ensino presencial engendram uma modalidade flexível, híbrida e imprescindível.

Alguns países estarão preparados e serão atores ativos no mercado mundial. Outros não estarão preparados e restará serem polos passivos e vistos como mercados meramente consumidores dos produtos e dos serviços produzidos no exterior de suas fronteiras. O Brasil vivencia contemporaneamente esta encruzilhada, fazendo com que as opções que assumimos hoje definam o futuro que nos aguarda amanhã.

A título de comparação, o cenário da indústria brasileira evidencia o contexto nacional cada vez mais dependente de inovação e de educação superior de qualidade. De forma crescente, parcela importante da demanda brasileira por produtos da indústria de transformação vem sendo suprida por importações. As importações desses produtos, que em 1995 eram de US$ 13 bilhões, em 2013 atingiram US$ 205 bilhões. No mesmo período, as exportações, que eram de US$ 27 bilhões, atingiram somente US$ 146 bilhões, fazendo com que o superávit de US$ 27 bilhões de 1995 se transformasse em déficit comercial de US$ 60 bilhões em 2013.

Em resumo, no setor industrial brasileiro, infelizmente, exportamos produtos de baixo conteúdo tecnológico e importamos, cada vez mais, produtos de médio e alto conteúdo tecnológico. Em termos de analogia com o setor industrial brasileiro, o pior cenário educacional futuro seria findarmos não competitivos em educação que adota tecnologias inovadoras e ficarmos restritos somente ao atendimento do ensino tradicional presencial.

Esses desafios e missões demandarão, portanto, instituições educacionais consolidadas e competitivas, nacional e internacionalmente, fazendo intenso uso de metodologias educacionais próprias capazes de contribuir com educar pessoas em um mundo onde as habilidades associadas com inovação e a utilização de tecnologias digitais são cada vez mais determinantes. Aprender a fazer uso da escala, como elemento propulsor da qualidade, é elemento imprescindível e que somente a prática em nível abrangente pode ensinar.

Fonte: Zero Hora