Debatedores admitem que interesse na carreira de magistério vem diminuindo

Debatedores admitem que interesse na carreira de magistério vem diminuindo

Debatedores reconhecem que interesse na carreira de magistério vem diminuindo no País, tanto por falta de valorização profissional quanto pela escassez de políticas públicas que combatam o desinteresse de jovens pela profissão.

De acordo com pesquisa da Fundação Carlos Chagas, que envolveu 1500 alunos do ensino médio, apenas 2% afirmaram que querem seguir a carreira de magistério.

A pesquisa foi citada pelo secretário de Articulações com os Sistemas de Ensino do Ministério da Educação (MEC), Binho Marques, durante audiência pública da Comissão de Educação que discute o impacto do pagamento do piso salarial dos professores nos estados e municípios brasileiros.

Segundo Binho Marques, o Estado deve “garantir qualidade de ensino em todas as partes do País, e para isso, torna-se necessário a valorização do profissional e, principalmente, do cumprimento da Lei do Piso (11.738/08)”.

Concordando com as afirmações do secretário, o deputado Angelim (PT-AC) disse que “a carreira está servindo apenas como trampolim para outras profissões, pois não há valorização”.

Para a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), a valorização está também no cumprimento da lei. “Entendo que é preciso fazer uma racionalidade, sim, mas devemos reconhecer que os estados e municípios precisam de ajuda também. Precisamos reconhecer isso”, ressaltou Dorinha..

Dorinha disse ainda que o debate mais importante está em torno da evazão de profissionais do magistério. “Os professores estão fazendo outros cursos para saírem da carreira”. Segundo ela, é preciso também discutir as leis que estão “emperradas” na Casa. “Discutir na Comissão de Educação é uma coisa, mas quando se chega à Comissão de Finanças e Tributação temos um cemitério de proposições”.

A deputada cobrou do autor do requerimento desta audiência pública, Moses Rodrigues (PPS-CE), que todas as proposições que tratam do piso dos professores sejam revistas pelo colegiado.

Fonte: Agência Câmara