Consultora do CCE fala sobre erradicação do analfabetismo em Campinas

Consultora do CCE fala sobre erradicação do analfabetismo em Campinas

A mobilização social para a erradicação do analfabetismo foi a principal ação abordada pela Profa. Drª Maria Inês Fini, consultora do Compromisso Campinas pela Educação (CCE), e pela diretora executiva da Fundação Municipal para Educação Comunitária (Fumec), Darci da Silva, durante entrevista ao programa Espaço Aberto, da TV Câmara, que abordou o analfabetismo em Campinas. O tema é uma das diretrizes do Plano Nacional de Educação, que foi aprovado pela Câmara de Deputados recentemente e aguarda sanção presidencial. No documento, a meta é erradicar o analfabetismo no país até 2023.

“Erradicar o analfabetismo é o assunto mais importante a ser debatido hoje na cidade de Campinas. É preciso uma grande mobilização social para localizar as pessoas que não sabem ler e escrever e ter uma metodologia de convencimento para que elas estudem. Assim, o indivíduo passa a ter mais qualidade de vida e um mundo de possibilidades que se abre a partir do alfabetismo”, ressaltou Maria Inês durante a entrevista.

Para buscar a erradicação do analfabetismo em Campinas, a equipe de profissionais da Fumec, que é responsável pelo programa Educação de Jovens e Adultos (EJA) dos anos iniciais (1º ao 5º anos) da rede municipal de ensino, pretende criar parcerias com empresas, líderes religiosos e representantes de outros setores da sociedade. O objetivo é que jovens e adultos analfabetos sejam identificados e haja um trabalho de convencimento para atraí-los para as salas de aula. Para o próximo ano, a Fundação planeja criar um selo da erradicação do analfabetismo que será entregue às empresas e instituições que incentivarem os estudos de jovens e adultos que não frequentaram o ensino fundamental regular.

Segundo Darci da Silva, atualmente Campinas possui cerca de 20 mil jovens e adultos analfabetos, o que corresponde a 2.63% da população geral da cidade. A meta da Fundação é que cerca de 10 mil pessoas sejam alfabetizadas até 2016 e assim, Campinas possa alcançar o primeiro lugar entre as 14 cidades com mais de 1 milhão de habitantes com o menor número de analfabetos. Este posto atualmente é ocupado por Curitiba (PR), que possui 1,88% da população geral analfabeta.

Fatores

Na opinião de Maria Inês Fini, um dos principais fatores por Campinas ainda possuir aproximadamente 20 mil analfabetos é que a cidade é um importante polo de desenvolvimento econômico, que atrai mão de obra básica. Outra questão apontada pela especialista é que é preciso alfabetizar adequadamente as crianças que cursam o ensino fundamental regular, evitando assim futuros analfabetos.

“O poder público possui o domínio técnico para oferecer uma boa educação básica e também para alfabetizar jovens e adultos que ainda não tiveram essa oportunidade. E a mobilização dos empresários é essencial, pois além do papel de sensibilização social, eles também serão beneficiados com a melhoria da produtividade de funcionários mais qualificados”, afirmou Maria Inês.

A consultora do CCE ainda frisou a importância de valorizar e investir em professores para que jovens e adultos se sintam envolvidos e motivados a concluir a fase de alfabetização. “O professor precisa sentir prazer em alfabetizar e isso acontece principalmente pela leitura, que é mágica e abre as portas de um mundo de novas possibilidades para que o aluno se sinta envolvido, se torne um cidadão integral e tenha autonomia. A libertação das pessoas passa pelo letramento”, finalizou.

A Fumec possui atualmente 200 salas de aula de EJA em todas as regiões de Campinas e 1,5 mil vagas ainda estão disponíveis para novos alunos. Qualquer cidadão que queira se matricular pode fazê-lo a qualquer momento do ano. Mais informações podem ser obtidas no endereço http://www.fumec.sp.gov.br/endere-eja
As entrevistas concedidas ao programa Espaço Aberto da TV Câmara ainda não têm data e horário definidos para irem ao ar.