Compromisso global pela educação

Compromisso global pela educação

Christina Fabel

Fundamental para a educação social, as escolas evoluíram muito nos últimos anos. Antes dedicadas apenas ao ensino formal das disciplinas exigidas pelo Ministério da Educação (MEC), as instituições se modernizaram com a inclusão de novos conteúdos para atender às recentes necessidades observadas entre as crianças e jovens estudantes. Contudo, ainda há um longo caminho a trilhar. De acordo com o 11º Relatório de Monitoramento Global da Educação para Todos – feito pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) –, o compromisso assumido por 164 países, entre eles o Brasil, não será atingindo globalmente.

A evolução escolar foi notável com o passar dos anos. A pedagogia moderna transformou a educação, fazendo com que os alunos assumam o centro de todo o processo de aprendizagem. A tendência fez com que os projetos pedagógicos passem a dar voz aos desejos e demandas estudantis, gerando novidades, quase diárias, em sala de aula. Se antes a escola impunha as atividades que os estudantes fariam ao longo do ano, hoje, a equipe pedagógica está preocupada em entender o que os jovens querem para criar ações que atendam às suas expectativas e se encaixem nos temas que devem ser abordados na grade curricular.

Os espaços comuns dão lugar às instalações específicas e adaptadas a cada faixa etária. As quadras, brinquedotecas, bibliotecas, laboratórios e espaços de convivência são ambientes propícios para a realização dessas novas atividades da escola moderna. A formação integral do indivíduo ocorre paralelamente à educação formal. A escola é, mais do que nunca, um ambiente para semear valores, ética e consciência social. A noção de cidadania é reforçada por projetos pedagógicos interdisciplinares para abordar conteúdos de disciplinas, como geografia, história, filosofia e sociologia. O estudante amadurece e tem um olhar mais abrangente sobre a realidade.

Os antigos laboratórios de ciências biológicas também se transformaram e abriram outras oportunidades de ensino. As experiências físicas, químicas e biológicas continuam sendo realizadas, mas contam com instrumentação mais tecnológica. A novidade está na existência de novos laboratórios de robótica, ambientes em que o ensino de física acompanha a tecnologia. As linguagens de programação invadiram a escola, incentivando ainda mais o raciocínio lógico dos estudantes.

As metodologias de ensino também se alteraram para acompanhar as necessidades das instituições de ensino contemporâneas. Os conceitos da neurociência estão sendo adotados para garantir um aprendizado mais efetivo. Algumas escolas vanguardistas adotaram métodos cuja proposta é desenvolver habilidades cognitivas, éticas, sociais e morais entre os alunos, transcendendo a própria atividade lúdica. A implantação atende às necessidades de um mundo globalizado, cujo desenvolvimento de habilidades e competências começa na infância, com o processamento adequado de informações para utilizá-las em situações diárias. O educador passa a ter um papel essencial nessa realidade por colocar em prática as ações pedagógicas que auxiliarão os alunos na construção de novos conceitos.

Sempre atentas às necessidades dos alunos e das famílias, as escolas ampliaram sua infraestrutura, para que os pais possam cumprir suas responsabilidades no cotidiano com a certeza de que estão proporcionando uma melhor formação para seus filhos. Esse é o caminho que deve ser seguido para cumprirmos as metas da Unesco de melhoria da educação.

Fonte: Portal UAI