Alunos ocupam duas escolas e total chega a 10 em Campinas em dez dias

Alunos ocupam duas escolas e total chega a 10 em Campinas em dez dias

O número de escolas estaduais ocupadas por alunos contrários à reorganização proposta pelo governo paulista, em Campinas (SP), subiu de oito para dez nesta quinta-feira (26). Aderiram ao protesto os estudantes das unidades Deputado Eduardo Barnabé (DIC I) e Laís Bertoni Pereira (Vila Palácios), na região do Ouro Verde. Não foram registrados incidentes.

De acordo com a Secretaria da Educação do estado de São Paulo, as escolas entram em recesso até que as manifestações sejam encerradas e a reposição dos conteúdos deve ser feita entre dezembro e janeiro de 2016. A primeira ocupação, em Campinas, ocorreu na Escola Carlos Gomes, no Centro, há dez dias.

Outras unidades com mobilizações, segundo informações do Coletivo Quinze de Outubro e do governo paulista, são a Francisco Glicério (Centro), Júlio de Mesquita (Jardim das Oliveiras), Antonio Vilela Júnior (Vila Industrial), Eliseu Narciso Reverendo (DIC III), Hugo Penteado Teixeira (Parque Floresta), Procópio Ferreira (Jardim das Oliveiras) e Colégio Dom Barreto (Ponte Preta).

De acordo com o diretor do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Pedro Oliveira, os estudantes defendem que o processo de reorganização seja amplamente debatido com alunos e professores durante o próximo ano, antes de ser implementado pelo estado.

Protestos pela RMC

De acordo com o estado, outras seis escolas foram ocupadas em três cidades da Região Metropolitana (RMC). Entre elas há três em Americana (SP) – Monsenhor Magi (Jardim São Pedro), Professor Antônio Zanaga (Antônio Zanaga I) e Sebastiana Paie Rodella (Pq. Liberdade).

Em Sumaré (SP), há protesto de alunos na Savino Campigli (Jardim Dallorto). Já em Santa Bárbara d’Oeste (SP), informou a pasta, foram ocupadas as unidades Irene de Assis Saes (Jd. São Francisco) e Benedicta Arranha de Oliveira Lima (Conjunto Habitacional 31 de Março).

Mudanças

A região de Campinas terá 55 escolas estaduais com ciclo único de ensino a partir de fevereiro, segundo o governo paulista.

No geral, as instituições estaduais de ensino listadas ficarão divididas de acordo com os ciclos de educação, em unidades de ensino médio, para os anos iniciais (do 1º ao 5º ano) e para os anos finais (do 6º ao 9º ano). Clique aqui para conferir a lista.

Vagas disponíveis

Segundo o governo, 1.560 vagas a mais devem ser ofertadas em três escolas de Campinas, quando ocorrer a reorganização.

As unidades são Deputado Jamil Gadia (Parque da Figueira), Jornalista Roberto Marinho (Vila Renascença) e Professor Luis Galhardo (Jardim Cura D’ars). Cada uma terá 520 oportunidades a partir de janeiro, divididas entre 280 para os matriculados no ensino fundamental – do 6º ao 9º ano – e outras 240 para ensino médio.

Apelo e propostas

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse na terça-feira (24) que vai conversar com os desembargadores do Tribunal de Justiça do estado (TJ) sobre o pedido de reintegração de posse das escolas estaduais ocupadas pelos alunos. A Justiça negou, por unanimidade, o pedido feito pelo governo estadual. “Não pode proibir os demais alunos que querem estudar de estudar. Nos vamos conversar com os desembargadores para poder tentar resolver.”

Já o secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, apresentou durante uma audiência de conciliação, em 19 de novembro, as propostas para que os alunos desocupem as escolas.

Ele disse, contudo, que não irá voltar atrás na reestruturação da rede, anunciada em setembro pelo governo. A audiência terminou sem acordo.

Ele propôs distribuir nas escolas material sobre a reorganização, além da realização de debates e audiência pública e participação de integrantes da comunidade na discussão. Além disso, apresentou um documento com cinco promessas, entre elas, a “redistribuição do material da reorganização a todas as unidades da rede estadual de educação” 48 horas após a desocupação das escolas. Ele também prevê a realização de debates.
saiba mais

Fonte e imagem: G1