A educação brasileira

A educação brasileira

Finalmente, foram publicados os mais recentes dados sobre a situação da educação no mundo, o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2012, uma avaliação realizada a cada três anos em países membros da OECD (Organização para Cooperação e Desenvolvimento) e que avalia estudantes na faixa etária de 15 anos. São analisadas as competências em leitura, ciências, matemática e, neste ano, a capacidade de resolver problemas.

Essa análise foi iniciada no ano de 2000 e, desde então, o Brasil vem melhorando, sendo considerado o país com maior crescimento. Entretanto, ainda estamos na parte mais inferior da tabela, bem abaixo da média geral. Entre os 65 países, o Brasil está em 58º lugar em Matemática, 55º lugar em Leitura e 59º lugar em Ciências. Entre 44 países, estamos em 38º lugar na capacidade de resolver problemas (http://bit.ly/188gwFf). Isso significa que ainda estamos muito mal na nossa educação.

Entre os latino-americanos, perdemos para México, Chile e Uruguai, mas ganhamos da Argentina, Colômbia e Peru. Nos cinco primeiros lugares da lista estão apenas países orientais, como Singapura, Shangai, Hong Kong, Japão e Coreia do Sul.

Há grande urgência de uma revolução na escola. Todos nós temos essa consciência e é por isso que, nas campanhas eleitorais, os políticos, à caça de votos, repetem o chavão que vão trabalhar pela educação. Uma vez eleitos, pouquíssimos fazem algo de relevante no cumprimento das promessas. Certamente, as iniciativas das administrações públicas são fundamentais, mas essa tarefa hercúlea não depende só dos governos. Se os cidadãos não se envolverem, se os professores não tomarem para si essa tarefa, nada acontecerá.

Todos nós, o povo e as instituições de qualquer natureza, precisamos cobrar dos políticos, mas temos de nos envolver profundamente também. E aqui incluo os professores universitários e pesquisadores que têm a condição de captar recursos financeiros e deviam incluir em seus projetos um pouco de atividades direcionadas à educação básica. Os órgãos de fomento à pesquisa já indicam essa direção e começam quase que a exigir essa atitude, isto é, que realizem atividades de divulgação científica e educação de jovens.

Fonte: O Povo