Robô de sucata eletrônica cumpre missões para proteger a natureza

Robô de sucata eletrônica cumpre missões para proteger a natureza

por Leonardo Mendes / Paloma Sanchez

Professores de programação e ciências se unem para desenvolver projeto interdisciplinar com materiais eletrônicos descartados

Somos professores do Colégio Jesus Maria José, em Poços de Caldas (MG). Neste ano, desenvolvemos um projeto interdisciplinar com alunos dos quartos e quintos anos do ensino fundamental. A proposta envolveu integrar os conteúdos de ciências, robótica e programação para desenvolver um robô que percorreu o mapa do Brasil executando tarefas nos diferentes biomas brasileiros.

A ideia surgiu porque já trabalhávamos juntos na área de tecnologia educacional do colégio. Como professores de programação e de ciências, decidimos juntar as duas coisas em uma atividade que as crianças adoraram.

Organizamos o projeto em etapas. Primeiro, os alunos tiveram que fazer pesquisas sobre os biomas brasileiros, identificando as características e os problemas de cada um. Com esse diagnóstico, eles fizeram desenhos de cada bioma para a confecção de um tapete, onde robô iria executar as atividades e desafios propostos.

Para criar o robô, pedimos que alunos trouxessem materiais eletrônicos que não tivessem mais em uso dentro de casa. Juntos, desmontamos esses equipamentos e aproveitamos as peças para começar a elaborar nossos protótipos.

Com os protótipos prontos, os alunos conseguiram visualizar melhor o funcionamento das peças. A partir daí, seguimos para a construção e programação do robô.

Tendo como base os problemas levantados pelos alunos durante a etapa de pesquisa, criamos tarefas para o robô cumprir em cada bioma. No Pantanal, por exemplo, ele tinha que resgatar jacarés que estavam presos. Já na Amazônia, a missão era prender traficantes de madeira. Cada bioma tinha uma tarefa a ser executada.

Além de programação e ciências, o projeto também envolveu trabalho em equipe e raciocínio lógico. Os alunos também aprenderam um pouco sobre eletrônica e reciclagem de aparelhos eletrônicos.

O projeto envolveu 14 crianças, em uma média de 9 a 10 anos. Todos os alunos ficaram superenvolvidos e demonstraram muita expectativa. Durante todo o processo, nos transformamos em mediadores para que eles pudessem partir em busca do seu próprio conhecimento.

Todos os alunos que participaram desse projeto demonstraram muito desenvolvimento de lógica e conhecimento científico. Também houve uma melhora muito grande entre os alunos, que passaram a buscar novos conhecimentos.

Fonte: Porvir