Encontro Mensal de maio discute educação integral

Encontro Mensal de maio discute educação integral

“Educação integral: quando escola e comunidade assumem o mesmo desafio”. Este é o tema do Terceiro Encontro Mensal do CCE em 2015 a realizar-se dia 28 de maio, quinta-feira, a partir das 19h, com a presença como conferencista de Agda Sardenberg, coordenadora executiva da Associação Cidade Escola Aprendiz. O Encontro acontecerá no auditório da Fundação FEAC, com entrada grátis, respeitada a ordem de chegada, e também marcará o lançamento da edição de 2015 do Prêmio Atitude Educação.

Os Encontros Mensais e demais atividades do CCE em 2015 estão sob influência da bandeira “Valorização da Escola”, definida por enquete pública realizada em novembro do ano passado, durante a 5ª Semana da Educação de Campinas. As linhas gerais da campanha do CCE sobre esse tema foram discutidas por um grupo de reflexão constituído pela Fundação FEAC e que já realizou duas reuniões.

Especialista em psicologia escolar, Agda Sardenberg conduziu a implantação de projetos de assessoria às Secretarias de Educação de Recife (PE) e Sorocaba (SP). É ex-coordenadora educacional da Escola Lumiar, em São Paulo (SP). Também coordenou a implementação do programa de Gestão Democrática da Escola Municipal Sarah Mazzeo Alves, em Mairinque (SP).

A conferencista de 28 de maio é autora de artigos relacionados a metodologias de ensino-aprendizagem no bairro-escola e coautora das tecnologias “Trilhas Educativas” e “Avaliação contínua de aprendizagem”, reconhecidas pelo Ministério da Educação.

O valor da educação integral – Agda Sardenberg entende que falar de educação integral é tratar da educação que busca garantir o desenvolvimento de todas as dimensões do ser humano. “É uma educação que se volta não apenas para o desenvolvimento cognitivo, mas também para o desenvolvimento afetivo, físico e simbólico”, assinala.

Ao considerar esse olhar amplo, a educação integral, para a coordenadora executiva da Associação Cidade Escola Aprendiz, representa uma verdadeira mudança de paradigma em relação à educação que é geralmente praticada, uma educação fragmentada, desconectada do contexto em que a pessoa vive. De qualquer modo, nota Agda, a educação integral é aquela que abrange questões “que deveriam ser inerentes a qualquer projeto educacional”.

Mas a especialista comenta que construir uma educação integral não passa necessariamente por uma educação praticada em tempo integral, a partir da extensão do tempo oferecido para o ensino e a aprendizagem. “A educação integral implica em uma nova maneira de conceber a educação, e não somente de ampliar o tempo, sem considerar uma mudança na lógica de organização da escola, sem mudar a forma de construir e praticar um currículo ainda ultrapassado”, adverte.

Para promover o desenvolvimento integral de sujeitos de direitos, diz Agda, a escola que visa a educação integral é aquela que reconhece a necessidade de integração dos diferentes saberes e espaços formativos existentes na comunidade.

“A escola passa a se valer dos recursos educativos existentes no território onde está inserida”, acrescenta, lembrando que o sentido da educação integral está expresso no conhecido provérbio africano: “É preciso toda uma aldeia para educar uma criança”.

Uma importante contribuição para a escola que busca a educação integral, acredita a especialista, pode ser dada pelos atores que participam da rede local do Sistema de Garantia de Direitos. “O Posto de Saúde pode contribuir, por exemplo em um projeto de pesquisa de uma disciplina do currículo escolar”, exemplifica.

Quando ocorre uma real integração, um efetivo diálogo entre a escola e a comunidade onde está inserida, diz Agda Sardenberg, começa a ser estabelecido um pacto voltado para a educação integral das crianças e adolescentes. Esse diálogo, acrescenta, pode ser estabelecido de diversas maneiras, por exemplo em torno da construção coletiva do Projeto Político e Pedagógico da escola.

“O que pode ser melhorado nesse projeto? A comunidade pode contribuir com seus saberes, com os recursos que tem à disposição”, diz a especialista. Ela observa, entretanto, que apesar da enorme contribuição que a comunidade pode dar, a escola continuará sendo o grande espaço para a sistematização dos saberes, para a construção e difusão do conhecimento.

E nesse sentido a escola pode ser muito mais valorizada, acredita Agda Sardenberg, lembrando que a Meta 06 do Plano Nacional de Educação trata justamente da educação integral, representando portanto um desafio para o país que essa nova concepção educacional seja desenvolvida e praticada nos próximos anos.

Atitude Educação – O Terceiro Encontro Mensal do Compromisso Campinas pela Educação (CCE) de 2015, no dia 28 de maio, também será marcado pelo lançamento da Segunda Edição do Prêmio Atitude Educação. É mais uma iniciativa da Fundação FEAC, no âmbito do CCE.

O Prêmio Atitude Educação foi lançado em 2014, como uma iniciativa voltada para reconhecer e contemplar ações direcionadas para a melhoria da qualidade da educação pública no município de Campinas.

Em sua primeira edição, o Prêmio Atitude Educação contemplou textos de professores com o tema “O que faz a minha vida profissional ser mais valorizada pelos meus estudantes? Histórias que mudaram a minha vida como professor a partir do reconhecimento recebido pelos meus alunos”. O tema esteve relacionado ao tema geral do CCE para 2014, que foi a Valorização do Professor.

Os resultados do Prêmio Atitude Educação de 2014 foram divulgados no dia 16 de outubro em cerimônia de premiação, durante o sétimo encontro mensal do Compromisso Campinas pela Educação do ano passado. O tema da segunda edição do Prêmio será divulgado no dia 28 de maio.

Mais informações: 3794-3512 ou compromissocampinas@feac.org.br